Márcio Matos: “É mais um crime pelas mãos do latifúndio”

Márcio Matos diz que impunidade não pode prevalecer no caso do dirigente Fábio dos Santos

Márcio Matos diz que impunidade não pode prevalecer no caso do dirigente Fábio dos Santos

 

A execução a tiros do dirigente sem-terra Fábio dos Santos Silva ocorreu em uma região extremamente conflituosa. Em 2010, por exemplo, inúmeros conflitos ocorreram em função das ações desenvolvidas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra/MST. Nesta época, houve uma reintegração de posse de uma área entre Iguaí e Nova Canaã e as Polícia Militar e Civil efetuaram sete prisões. Um dos presos era o sem-terra Fábio, principal liderança do processo.

Depois disso, várias audiências públicas foram realizadas em Iguaí, inclusive com a presença do Ouvidor Agrário Nacional, alertando para a situação de ameaça e conflito, mas por ausência de uma política concreta por parte do Governo Federal em agilizar a reforma agrária e agir com firmeza diante das ameaças contra os trabalhadores rurais, chegou-se ao ponto de acontecer mais um assassinato.

Dirigente nacional do movimento, Márcio Matos – filho do ex-prefeito de Vitória da Conquista, Jadiel Matos – lembrou que exatamente em um abril, há 17 anos, ocorreu um dos mais hediondos crimes contra trabalhadores sem-terra: o Massacre dos Carajás, no Estado do Pará, quando a Polícia Militar assassinou 19 militantes da luta agrária sem que tenha havido até hoje qualquer prisão. Márcio Matos afirma que o crime que vitimou um sem-terra no sul da Bahia não ficará impune.

“É um momento de muita dor para toda família sem-terra na Bahia e no Brasil. Fábio era uma das nossas principais lideranças e este é mais um crime pelas mãos do latifúndio. O sentimento é de muita revolta por parte do movimento sem-terra e de todos os companheiros e familiares. Nós queremos e exigimos que os governos federal e estadual tomem todas as medidas no sentido de apurar o crime para chegar a quem executou e ao mandante, porque a gente percebe pelas características que foi uma execução a mando de alguém que tinha seus interesses ameaçados por conta da luta da reforma agrária que a gente desenvolve na região”.

Fonte: Blog do Fábio Sena

 

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